sexta-feira, 7 de julho de 2017

MENOR É BALEADO EM CATOLÉ - Tentativa de homicídio deixa menor ferido a bala no bairro Santa Clara, em Catolé do Rocha


Um menor de 16 anos de idade foi ferido a bala na tarde desta quarta-feira (06 de julho), nas imediações do bairro João Pinheiro Dantas, na zona oeste de Catolé do Rocha, Sertão da Paraíba.

Pelo relato do fato, o menor estava em frente a sua residência, quando foi surpreendido por uma dupla desconhecida que trafegava numa motocicleta. Percebendo algo estranho, o menor correu para dentro de casa, quando os acusado efetuaram vários disparos, sendo que um dos tiros atingiu a vítima.

De acordo com informações, a ocorrência foi registrada por volta das 14h30, e misteriosamente não foi comunicado a polícia. Pois segundo consta, um popular socorreu a vítima em um veículo, e conduzida até o Hospital Ermina Evangelista, de onde foi transferido para o Hospital Regional Dr. Américo Maia de Vasconcelos.

O menor foi diagnosticado com um tiro no membro inferior direito, e o projétil transfixou a coxa, não ocasionando fraturas. O mesmo foi atendido e depois liberado, e seu estado de saúde é bom.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Apenas 4% das fronteiras do Brasil são monitoradas

A extensão continental das fronteiras brasileiras coloca a tecnologia como elemento fundamental para aumentar o controle do fluxo de drogas e armas. São 16.866 quilômetros no total de fronteira terrestre, cinco vezes e meia a linha que divide Estados Unidos e México, de pouco mais de três mil quilômetros. No entanto, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras(Sisfron), projeto iniciado ainda em 2012 como grande aposta para enfrentar o desafio, só cobre 660 quilômetros - cerca de 4% das fronteiras nacionais.


A cobertura pífia se dá na forma de projeto piloto, que vem sendo implantado a partir de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Projetado pelo Exército para integrar radares, sensores, satélites e outros instrumentos de monitoramento e transmissão de dados, o Sisfron consumiu R$ 1 bilhão desde o início do projeto. Em 2014, o investimento chegou no auge de R$ 256 milhões anuais, caindo desde então. Ano passado, foi de R$ 182 milhões.


O governo atual responsabiliza o contingenciamento de recursos nos últimos anos e a crise financeira pelo atraso, e promete aplicar R$ 470 milhões no projeto este ano. Enquanto a expansão do sistema anda a passos lentos, cresce o clamor por mais homens nas fronteiras, sobretudo após a crise no sistema penitenciário com massacres recentes promovidos por facções ligadas ao tráfico de drogas.


Para o general Fernando Azevedo e Silva, chefe do Estado-maior do Exército, as condições das fronteiras brasileiras implicam necessariamente em ampliação da tecnologia: "Não adianta botar homem na faixa de fronteira inteira. A tecnologia avança a cada dia. Tem que ter sensores, analisar o que os satélites pegam e selecionar isso para definir uma ação. Isso está sendo feito, mas depende um pouco do esforço do país na parte orçamentária".


A faixa de 150 quilômetros para dentro, a partir da linha divisória terrestre do território nacional, é considerada área de fronteira. Nesse espaço, militares têm poder de polícia, podendo revistar pessoas e veículos, fazer prisões em flagrante e patrulhar. Por esse conceito, toda a faixa de fronteira do Comando Militar Amazônico soma 800 mil quilômetros quadrados.


Uma das dificuldades para a expansão do Sisfron é a natureza diversa da geografia brasileira. Para levar o projeto para os quase nove mil quilômetros de fronteiras amazônicas, por exemplo, equipamentos terão de sofrer adaptações. Determinados instrumentos e a forma como são empregados hoje no Mato Grosso do Sul terão que ser modificados para uso no ambiente de selva.


Há peculiaridades na região amazônica, hoje foco de uma intensa preocupação após massacres em presídios da região Norte relacionados a uma disputa de grupos pela rota local das drogas, segundo autoridades. O comandante militar da Amazônia, general Geraldo Antonio Miotto, ressalta que, apesar dos nove mil homens do Exército na faixa de fronteira sob sua supervisão, os rios da região que separam o Brasil e países vizinhos são extensos e vascularizados.


"Muitos rios entram nas nossas cidades. Vão até Manaus. Isso dificulta muito a fiscalização. Mas estamos fazendo a nossa parte", pontua o coronel Miotto.


O Ministério da Defesa diz que não é possível estimar a conclusão da implantação do Sisfron “em decorrência da incerteza orçamentária”. A pasta explicou que após a implementação completa do projeto piloto, o programa será reavaliado para que possa ser traçado um cronograma.


Pressionado pela crise no sistema penitenciário e com o Sisfron de alcance ainda limitado, o governo federal discute formar uma espécie de polícia especial para a área - própria ou com agentes destacados de órgãos existentes. Mas a proposta enfrenta sérias resistências na cúpula federal ligada à área da Segurança. Não só pela falta de efetivo disponível ou de dinheiro para a empreitada. Do ponto de vista técnico, a estratégia é apontada como uma mera resposta à opinião pública.


Na Polícia Federal, o entendimento é que o quadro de pessoal é pequeno para destacar mais homens para a fronteira além do efetivo atual. E que a estratégia mais acertada, nas atuais condições, seria investir na área de inteligência para sufocar financeiramente as organizações ligadas ao tráfico de drogas e de armas, sem descartar a repressão ostensiva e a vigilância das fronteiras.


Até mesmo nas Forças Armadas, que desempenham um papel importante de vigilância física dos limites do território brasileiro e atendimento social de populações isoladas, há reticências quanto à ideia de reforço do efetivo. O ministro Raul Jungmann não descarta a possibilidade, mas é cuidadoso ao lembrar que uma empreitada nesse sentido depende prioritariamente de viabilidade financeira.


"Quando recebermos essa determinação do presidente Michel Temer e, obviamente, os recursos necessários, as Forças Armadas estão prontas para aumentar o seu efetivo na Amazônia", afirmou Jungmann.


A ideia de mais homens na fronteira vem sendo defendida principalmente pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Para driblar a falta de efetivo e recursos, devido à crise econômica, a pasta começou a recrutar policiais e militares aposentados há menos de cinco anos para integrar a Força Nacional, que é formada por servidores estaduais da ativa. A permissão para selecionar inativos foi garantida por meio de medida provisória.

O estranho caso do brasileiro preso com US$ 20 milhões nos EUA


Esconder o dinheiro no colchão é uma das mais antigas formas de guardar as economias.


Mas as autoridades do Estado americano de Massachusetts descobriram uma fortuna de milhões de dólares ocultada embaixo de um colchão por um brasileiro por motivos que são, digamos, muito mais ligados ao século 21.


A polícia acredita que o dinheiro tivesse ligado a um esquema de pirâmide financeira no valor de US$ 1 bilhão da empresa Telexfree, que afirmava oferecer serviços de telefonia pela internet no mundo todo.


Na pirâmide financeira, modelo comercial bastante utilizado para golpes, as pessoas geralmente são convencidas a investir e a trazer outras pessoas para o negócio, recebendo um percentual para cada participante atraído.


No total, foram apreendidos no colchão US$ 20 milhões(R$ 63,5 milhões). O dinheiro foi achado em um apartamento da cidade de Westborough, no último dia 4.

As autoridades acreditam que os US$ 20 milhões encontrados na cama do brasileiro estão relacionados com a Telexfree.


Os investigadores descobriram a quantia enquanto seguiam Cléber Rene Rizério Rocha, de 28 anos. Ele foi preso.



O esquema
Os promotores americanos afirmam que a Telexfree, já desativada, enganou quase um milhão de pessoas em todo o globo.


De acordo com as autoridades, a companhia obteve a maior parte de seu dinheiro a partir de pessoas que entravam no esquema com a promessa de receber pagamentos da empresa caso publicassem propaganda online do serviço de VoIP(telefonia via internet).


Esses investidores seriam compensados ainda ao atrair novos participantes, frequentemente familiares e amigos.


As investigações apontam que o pedido para que os promotores publicassem propaganda do serviço na web não fazia muita diferença para a Telexfree.


A companhia obtinha menos de 1% de sua renda a partir das vendas de seu serviço de telecomunicação - os outros 99% vinham do que os novos participantes pagavam para se inscrever no esquema.



Lavagem de dinheiro
O gabinete da Procuradoria Federal americana divulgou pelo Twitter uma foto do dinheiro encontrado no apartamento de Rocha.


Ele foi acusado de conspiração para lavagem de dinheiro. Na segunda-feira, a Justiça negou liberdade condicional ao brasileiro, argumentando risco de fuga.


Os promotores afirmam que Rocha fazia parte de uma organização que transferia milhões de dólares, supostamente associados à Telexfree, para o Brasil, lavando o dinheiro via Hong Kong.


Em maio de 2014, as autoridades americanas acusaram James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, administradores da Telexfree, de conspiração para cometer fraudes.


Merrill foi preso e se declarou culpado. Wanzeler, que nasceu no Brasil, está foragido - as autoridades acreditam que ele esteja escondido em solo brasileiro.


"A Telexfree supostamente fazia um marketing agressivo de seus serviços de VoIP(telefonia pela internet) recrutando milhares de 'promotores' que publicavam propagandas do produto na internet", informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em um comunicado em sua página na web.


"Esses acusados criaram um sistema que tomou centenas de milhões de dólares de trabalhadores ao redor do mundo".


Entre janeiro de 2012 e março de 2014, a Telexfree afirmou recrutar "promotores" ou "divulgadores" para vender seu serviço de VoIP.




Dinheiro era lavado via Hong Kong, afirmam autoridades.

"Cada promotor tinha que 'investir' na Telexfree. Depois eles eram compensados toda semana pela empresa, obedecendo a uma estrutura complexa, sempre e quando publicassem propagandas na web para o serviço", dizem as autoridades americanas.


A pirâmide financeira continuou funcionando até abril de 2014, quando a Telexfree entrou com um pedido de proteção contra falência, o que nos Estados Unidos significa pedir uma chance para reorganizar suas dívidas e tentar pagar os credores.


Em 2014, a promotora americana Carmen Ortiz disse que "a magnitude dessa suposta fraude é de tirar o fôlego".

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Água do São Francisco pode alcançar toda a Paraíba, inclusive João Pessoa; entenda

Resultado de imagem para agua da transposição na paraiba
A água do Rio São Francisco já corre em território paraibano, através do eixo leste da transposição, começando pelo município de Monteiro, no Cariri da Paraíba, a 305 km da Capital. Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, somando-se os municípios beneficiados pelo trecho já inaugurado (72, incluindo João Pessoa) aos 55 que serão contemplados com o eixo norte, ficam ‘de fora’ 96 cidades da Paraíba após o fim das obras. Isso, no entanto, não significa dizer que essas localidades não possam também ficar livres dos efeitos da seca.
De acordo com o coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Alberto Gomes, as cidades não incluídas pela Integração Nacional entre as contempladas pelos dois eixos podem ser beneficiadas com o preenchimento de reservatórios próximos e obras de canais e adutoras realizadas pelo governo do Estado, havendo, em um futuro ainda não preciso, a possibilidade de que toda a Paraíba possa usufruir da obra da transposição.

“A água entrou por Monteiro, abastecendo Poções. De lá, segue para Camalaú, em seguida para o açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), de onde desce para Acauã e segue para as vertentes litorâneas, como o canal Acauã-Araçagi”, explicou Alberto Gomes, referindo-se ao trajeto do eixo leste. Conforme indicou, é preciso esperar que Boqueirão sangre para se ter noção de quando a água poderá perenizar o Rio Paraíba e atingir as cidades do Litoral, como João Pessoa, por exemplo. Ou seja, é preciso acompanhar como a água vai se comportar no percurso do Rio Paraíba para saber se ela vai alcançar o Litoral. 

“Pelo eixo norte, serão atendidos os reservatórios do complexo Coremas – Mãe D’água, São Gonçalo e Engenheiro Ávidos. As obras deste trecho devem acabar em dezembro de 2017, se tudo correr bem”, acrescentou Gomes.

Água para agropecuária e a criações de pescados

Ao Portal Correio, o presidente da Agência Estadual de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, contou que as águas da transposição são prioritárias para consumo humano e animal, mas também vão beneficiar a produção de peixes e camarões e a agricultura através do projeto vertentes litorâneas.

“De Poções (açude em Monteiro) as águas da transposição seguem para Camalaú e Boqueirão. Quando Boqueirão atingir 33 milhões de metros cúbicos (m³) e Campina Grande começar a captar água por gravidade, vamos tratar de descer água rio abaixo para que ela chegue em Acauã-Araçagi, onde temos o projeto das vertentes litorâneas, que é uma verdadeira transposição dentro do estado, com mais de 100 km de canais. Com isso, vamos poder consolidar o projeto de criação de camarões e de peixes, além da agropecuária, desenvolvendo e criando emprego por onde a transposição passar”, afirmou João Fernandes. 

Obras em andamento

O governo do Estado já tem obras anunciadas ou em andamento que prometem expandir a água da transposição para outras regiões da Paraíba, que não foram atendidas pelo eixo leste.

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, assinou no dia 10 de maio deste ano a ordem de serviço para o Sistema Adutor TransParaíba, que faz parte do Programa Mais Trabalho, que também prevê a construção de barragens na região formada por cidades como Soledade, São Vicente do Seridó, Cubati, Pedra Lavrada, Nova Palmeira e Picuí.

O governo afirmou que serão investidos R$ 220 milhões no sistema adutor e que a obra representa um marco histórico para a região mais seca do estado. “É a transposição da transposição. Estamos pensando grande e vivendo um novo momento na Paraíba, que conta hoje com uma estrutura bem melhor do que a que encontrei, quando assumi o governo em janeiro de 2011”, declarou Ricardo, na assinatura da ordem de serviço.

A Cagepa também informou recentemente que a há uma obra que deve ser concluída no fim deste mês de maio para levar água a cidades do Cariri, como Congo, Sumé, Livramento, Gurjão, Ouro Velho, Parari, Prata, São José dos Cordeiros, Serra Branca, São João do Cariri e Monteiro.